Saúde

 DOENÇAS: A-C | DOENÇAS: D-H | DOENÇAS: I-P | DOENÇAS: Q-Z


DOENÇAS: A-C

BRUCELOSE

A Brucelose é uma doença infecto-contagiosa, incurável, causada pela bactéria "Brucella sp.". Os principais portadores da brucelose são os bovinos, cães, gatos, suínos, eqüinos, caprinos e ovinos, e todos podem transmitir a doença ao homem. A melhor maneira de prevenção é através da vacinação dos animais.

A transmissão para o homem geralmente ocorre através da manipulação com animais contaminados ou da ingestão de produtos que estejam contaminados. Os principais sintomas da doença são: febre contínua, dores de cabeça, abdominais e nas articulações, fraqueza, calafrio, perda de peso, entre outros.

Caso apareça estes sintomas o paciente deve, imediatamente, procurar um médico.

CRIPTOCOCOSE

A criptococose é uma micose, ocasionada pelo Cryptococcus neoformans, que atinge com mais freqüência os pulmões e o sistema nervososo central. Causa infecção no pulmão, rins, próstata, ossos ou fígado, demonstrando poucos sintomas localizados. Na pele podem aparecer lesões, tais como úlceras ou tumores subcutâneos. Provavelmente a forma de contaminação se dá pela inalação dos fungos contidos nas fezes de pombos e o contágio não acontece de pessoa para pessoa. Os pombos não são contagiados pelo fungo. Apesar do Cryptococcus neoformans ser encontrado com grande freqüência no ambiente, esta doença não é comum, ocorrendo casos esporádicos em todas as partes do mundo. Sugere-se que o homem possua uma resistência considerável a este fungo. No entanto, todas as raças são susceptíveis, e a probabilidade de um homem adulto adquirir a doença é duas vezes maior que nas mulheres. Cães, gatos, cavalos, vacas, macacos e outros animais também podem adquirir a doença.

Uma vez detectada a doença, o serviço de saúde pública deve ser imediatamente alertado. O paciente não necessita ficar isolado e os locais por ele utilizados devem ser investigados, principalmente ambientes com acúmulo de fezes de pombos tais como parapeitos de janelas, ninhos de pombos e aviários.

A criptococose é uma infecção oportunista em pacientes com AIDS e se não tratada pode levar à morte.

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DOENÇAS: D-H

DENGUE

O dengue é uma doença transmitida pelo mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. A doença é acometida de febre aguda que se caracteriza por um início repentino, permanecendo por 5 a 7 dias. O doente apresenta dor de cabeça intensa, dores nas articulações e musculares, seguidas de erupções cutâneas 3 a 4 dias depois. Surge sob a forma de grandes epidemias, com grande número de casos.

Existem quatro tipos diferentes de sorotipos do vírus do dengue, denominados dengue 1, 2, 3 e 4. Algumas manifestações do dengue são hemorrágicas, isto é, o paciente apresenta hemorragia severa e choque. Nestes casos, após um período de febre, o estado do paciente piora repentinamente, com sinais de insuficiência circulatória, apresentando pele manchada e fria, lábios azulados e, em casos graves, diminuição da pressão do pulso. Instala-se então uma síndrome de choque do dengue podendo levar o paciente ao óbito. Os casos de dengue hemorrágico ocorrem mais freqüentemente quando o paciente é acometido pela segunda vez da doença, mas com exposição a diferentes sorotipos da doença.

DOENÇA DE LYME

Causada pela Borrelia burgdorferi latu sensu, é a mais importante doença transmitida por carrapatos nos Estados Unidos, sendo os principais vetores os carrapatos do gênero Ixodes. Também ocorre em cães, gatos, equídeos, bovinos e em grande número de espécies de animais silvestres e aves. No Brasil já existe constatação de caso de Doença de Lyme "like". Embora o isolamento do agente etiológico não tenha sido possível, casos clínicos com confirmação sorológica já foram identificados no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Manaus.
É uma doença de evolução complexa, podendo envolver alterações dermatológicas, neurológicas, cardíacas e articulares. Os sintomas podem ser divididos em três estágios:
  • Desenvolvimento de eritema ou pápula no local da picada pelo artrópode (70% pessoas infectadas). Outros sintomas podem ou não ocorrer: febre, dor muscular, dor de cabeça;
  • Alterações neurológicas e cardíacas (semanas ou meses após a primeira fase) – meningite, neuropatias e miocardite;
  • Aparecimento de artrites.

FEBRE AMARELA

O mosquito do dengue Aedes aegypti também é responsável pela transmissão de um vírus chamado flavivirus que causa a febre amarela. No Brasil, a doença é endêmica nos Estados de Roraima, Amazonas, Pará, Maranhão, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e no território do Amapá.

Os sintomas da febre amarela são mal estar e febre alta. Estando com estes sintomas, o paciente deve procurar imediatamente um médico pois a doença evolui rapidamente para náuseas, vômitos, hemorragias na boca, nariz e no aparelho digestivo, além da pele ficar com um tom amarelado (icterícia). A doença provoca lesões graves nos rins e fígado e pode levar a morte.

Quem viaja para regiões onde a doença é endêmica deve tomar vacina dez dias antes do embarque. A validade da vacina contra a febre amarela é de dez anos e ela pode ser encontrada gratuitamente nos postos de saúde.

FEBRE MACULOSA

Também conhecida como Febre das Montanhas Rochosas, Febre do carrapato. É causada pela Rickettsia rickettsii e pode ser encontrada nas três Américas, do Canadá até a América do Sul. O reservatório primário de R.. rickettsii são pequenos roedores silvestres sendo o homem um hospedeiro acidental.
O papel dos carrapatos na infecção é importantíssimo pois eles atuam na natureza como vetores biológicos e principalmente como reservatórios, uma vez que a transmissão do patógeno pode ser perpetuada através de sua progênie (transmissão transovariana) A porcentagem de carrapatos infectados na natureza é baixa. O homem contrai a infecção ao penetrar em áreas infestadas por carrapatos, ou por meio de cães, que os levam para os domicílios em áreas urbanas. Nos Estados Unidos a doença é veiculada por ixodídeos do gênero Dermacentor. Na região neotropical, o principal vetor é o Amblyomma cajenense. No Brasil, essa enfermidade, conhecida como "febre maculosa", foi registrada em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A doença pode ser aguda, com o desenvolvimento de exantema e febre ou com sintomas brandos podendo ser confundida com um estado gripal (febre e dor de cabeça) O diagnóstico é feito pela anamnese, história de picada de carrapatos e testes sorológicos.

FILARIOSE

A infecção causada pela presença do verme (helminto) Wuchereria bancrofti é denominada filariose ou elefantíase.

Grande parte da população infectada não apresenta qualquer sintomatologia clínica, passando, muitas vezes, a doença despercebida. Alguns pacientes apresentam sintomas leves, porém outros mostram deformações consideráveis que podem atingir gânglios e membros.

As formas adultas do verme são encontradas nos vasos linfáticos, induzindo a distorções, disfunções e inflamação do sistema linfático. Alojam-se, muitas vezes, no escroto causando graves deformações. A elefantíase, um aumento considerável e dor do órgão ou membro afetado, é um sinal clássico do estágio final da doença. Os vermes adultos vivem de 4-6 anos, dando origem a milhões de formas larvais, denominadas microfilarias, que circulam nos vasos linfáticos e sangue, de onde podem ser retirados pelos mosquitos e transmitidos a outras pessoas.

A doença é transmitida por várias espécies de mosquitos. No Brasil, a espécie Culex quinquefasciatus é o principal vetor. Esta espécie suga o sangue durante a noite e sua distribuição restringe-se a alguns Estados. Dentre as regiões que ainda apresentam ocorrência da doença listam-se: Recife, Jaboatão e Olinda (em Pernambuco) e em Maceió (Alagoas).

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DOENÇAS: I-P

Leishmaniose tegumentar americana

Transmitida pelo inseto vetor do gênero Lutzomyia, cuja fêmea pica um mamífero parasitado (animal) e ingere, juntamente com o sangue, os protozoários da leishmaniose (Leishmania braziliensis braziliensis). Esta transmite ao homem a doença inoculando as formas do parasita. O paciente infectado pode apresentar a forma benigna ou maligna da doença. Na forma benigna aparece uma lesão no local da picada com os bordos salientes. Na forma maligna ocorre a lesão primária e a lesão secundária. Nestes casos podem haver um comprometimento maior de grandes áreas de pele formando nódulos, pápulas ou crostas que podem vir a deformar o paciente.

Leptospirose

Doença infecciosa com envolvimento de vários órgãos do corpo, causada por uma bactéria chamada leptospira. A transmissão se dá pelo contato da água ou solo contaminado pela urina de roedores. Pode aparecer com sintomas de febre, dor no corpo, tosse, dor de cabeça ou podem se desencadear quadros de infecção muito grave, que podem levar ao óbito se não diagnosticados e tratados a tempo. A apresentação da doença grave pode ter inchaço de fígado e baço, sangramento pelo nariz e boca, dores musculares fortes, principalmente nas panturrilhas, manchas pelo corpo e até sinais de meningite.

MALÁRIA

A malária é um dos problemas mais sérios e complexos de saúde enfrentados pela humanidade no século 20. Aproximadamente 300 milhões de pessoas no mundo foram infectadas pela doença e aproximadamente 1 a 1,5 milhões de pessoas morrem a cada ano. A doença restringe-se atualmente a alguns países da África, Ásia e América Latina. O problema é agravado pela falta de estrutura na saúde e pelas condições socioeconômicas menos favorecidas. A situação piorou nos últimos anos, pois houve aumento na resistência dos parasitas às drogas normalmente utilizadas para seu controle.

A Malária é causada por um protozoário do gênero Plasmodium. Quatro espécies de Plasmodium podem ocasionar a doença em suas várias formas: Plasmodium falciparum, Plasmodium vivax, Plasmodium ovale e Plasmodium malaria. P. falciparum é a forma mais disseminada e perigosa das quatro. Quando não tratada pode levar a uma forma fatal de malária cerebral.

Os parasitas são transmitidos de uma pessoa para outra pela fêmea de três espécies do mosquito do gênero Anopheles. As fêmeas possuem hábito crepuscular e noturno, e depositam seus ovos em ambientes naturais onde empoçam água.

MAL DE CHAGAS

O agente causador da doença de Chagas, o protozoário Trypanosoma cruzi já foi constatado infectando naturalmente cerca de 200 espécies de mamíferos, como por exemplo os morcegos, gambás, ratos, pacas, tatus, tamanduás, cães, gatos, raposas, cotias, preás, preguiças, macacos e coelhos dentre outros. Estes animais são chamados de reservatórios naturais do protozoário Trypanosoma cruzi ou hospedeiros, sendo o agente tramsmissor da doença as espécies de percevejos hematófagas da Família Triatominae.

São conhecidos vários mecanismos de transmissão da doença de Chagas sendo o contato das fezes dos percevejos triatomíneos infectados com a pele lesada ou mucosas, a principal forma de transmissão da doença. O barbeiro defeca após sugar o sangue ou mesmo durante este processo, e o animal ou ser humano, ao coçar a ferida carrega os protozoários presentes nas fezes ao orifício da picada, ocorrendo a infecção. Nem todos os barbeiros estão infectados com o protozoário. Até o momento somente os mamíferos são sabidamente suscetíveis a infecção.

ONCOCERCOSE

A oncocercose é uma doença parasitária crônica causada por um verme (nematodo) chamado Onchocerca volvulus, transmitido por várias espécies do gênero Simulium (borrachudos). As principais manifestações são a presença de nódulos subcutâneos, lesões dermatológicas e secreções oculares que podem levar a cegueira. No Brasil a doença está restrita na área dos Yanomamis, que habitam os Estados de Roraima e Amazonas, onde vivem mais de dez mil índios.

PESTE BUBÔNICA

A peste bubônica é uma doença epidêmica, contagiosa, causada pela bactéria Yersinia pestis, sendo, quase sempre, fatal. Esta doença é transmitida de pessoa para pessoa ou pela picada de pulgas provindas de um hospedeiro infectado, principalmente o rato. A doença é caracterizada por febre, calafrios, vômito, diarréia e a ocorrência de nódulos linfáticos inchados. Ocorrem ainda hemorragias internas que formam hematomas sob a pele do paciente, deixando-a enegrecida.

PSITACOSE

A psitacose é uma doença infecciosa generalizada, ocasionada por um vírus denominado Chlamydia psittaci, que causa dores de cabeça, febre alta (40oC), calafrios, pulso lento e letargia. Casos letais são raros. A transmissão se dá pela inalação do vírus presente em fezes de aves contaminadas, tais como, papagaios, periquitos, pombos, perus e frangos. No entanto, a transmissão por aves não psitacídeos (periquitos e papagaios) é mais problemática e é uma fonte contínua de infecção humana. A transmissão do homem para o homem é rara mas pode ocorrer.

Como prevenção sugere-se quarentena e administração de tetraciclina a todos os psitacídeos importados. Deve-se ainda impedir o acesso de pombos nos parapeitos de janelas, telhados, etc.

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DOENÇAS: Q-Z

RAIVA

A raiva é uma doença que acomete mamíferos, e que pode ser transmitida aos homens, sendo portanto, uma zoonose. É causada por um vírus mortal, tanto para os homens quanto para os animais. Em alguns países desenvolvidos, a raiva humana está erradicada e a raiva nos animais domésticos está controlada, mas ainda é efetuada vigilância epidemiológica em função dos animais silvestres.
Descrição da raiva:
- É uma zoonose causada por vírus;
- Envolve o sistema nervoso central, levando ao óbito após curta evolução da doença;
- Todos os animais mamíferos são suscetíveis à doença;
- A imunidade nos animais pode ser adquirida através da vacinação.

Modos de transmissão:
A transmissão ocorre quando o vírus da raiva existente na saliva do animal infectado penetra no organismo, através da pele ou mucosas, por mordedura, arranhadura ou lambedura, mesmo não existindo necessariamente agressão.
No Brasil, o principal animal que transmite a raiva ao homem é o cão. O morcego hematófago é um importante transmissor da raiva, pois pode infectar bovinos, eqüinos e morcegos de outras espécies. Todos estes animais podem transmitir a raiva para o homem.

A fonte de infecção é o animal infectado pelo vírus da raiva. Em espaços urbanos, o principal transmissor é o cão, seguido do gato. Em espaços rurais é o morcego. Animais silvestres são os reservatórios naturais do vírus, propiciando a contaminação de animais domésticos. 

Evite:
- Tocar em animais estranhos, feridos e doentes.
- Perturbar animais quando estiverem comendo, bebendo ou dormindo.
- Separar animais que estejam brigando.
- Entrar em grutas ou furnas e tocar em qualquer tipo de morcego (vivo ou morto).
- Criar animais silvestres ou tirá-los de seu "habitat" natural.

O que fazer quando agredido por um animal, mesmo se ele estiver vacinado contra a raiva?
- Lavar imediatamente o ferimento com água e sabão.
- Procurar com urgência o Serviço de Saúde mais próximo.
- Não matar o animal, e sim deixá-lo em observação durante 10 dias, para que se possa identificar qualquer sinal indicativo da raiva.
- O animal deverá receber água e alimentação normalmente, num local seguro, para que não possa fugir ou atacar outras pessoas ou animais.
- Se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de comportamento, voltar imediatamente ao Serviço de Saúde.
- Nunca interromper o tratamento preventivo sem ordens médicas.
- Quando um animal apresentar comportamento diferente, mesmo que ele não tenha agredido ninguém, não o mate e procure o Serviço de Saúde.

Fonte: Instituto Pasteur

SALMONELOSE

Os sintomas da salmonelose são dor abdominal aguda, diarréia, vômito e febre. O agente causador é uma bactéria do gênero Salmonella. O modo de transmissão se dá pela ingestão de alimentos contaminados, tais como ovos mal cozidos ou contato com fezes de animais (fezes de cães, gatos e aves em geral).

Caso apareça estes sintomas o paciente deve, imediatamente, procurar um médico.

TOXOPLASMOSE

A toxoplasmose é ocasionada por um protozoário, o Toxoplasma gondii, responsável por sintomas tais como dores musculares e um quadro de febre semelhante a gripe forte, porém, muitas vezes é assintomática. É uma doença importante para pessoas imunodeficientes e para o feto, que pode vir a morrer, ficar cego ou apresentar lesões cerebrais, caso a mãe contraia a infecção nos primeiros meses gestacionais. Em geral a doença é de evolução benigna,mas pode ser grave e ocasionar a morte, especialmente aos imunodeprimidos. A ocorrência da toxoplasmose é mundial e ataca tanto animais quanto o homem. Apesar da doença ser comprovadamente transmitida pelos gatos que liberam uma forma do protozoário (oocisto) nas fezes, especula-se que existam outras formas de contaminação, tais como a ingestão de carne mal cozida ou crua. Pombos, cães, porcos, carneiros, roedores entre outros animais parecem ser hospedeiros intermediários do Toxoplasma gondii.

Como medida de prevenção da doença sugere-se evitar contato com fezes de gatos e outros animais, bem como fezes de pombos e cozinhar bem a carne antes de ingerí-la.

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