Barata alemã (Blatella germanica)

A Blatella germanica é denominada de
barata pequena, barata alemãzinha, barata alemã, francesinha, paulistinha. Trata-se de
baratas de pequeno tamanho, altamente prolíficas. Como ninfa chegam a medir um
milímetro.
Ela pode ser classificada conforme mostramos no
quadro a seguir:
CLASSIFICAÇÃO |
|
Reino |
Animalia |
Filo |
Arthropoda |
Classe |
Insecta |
Ordem |
Blattodea |
Família |
Blattellidae |
Gênero |
Blattella |
Espécie |
Blattella germanica
(Linnaeus) |
Os lugares preferidos para se
abrigarem são acanhados e geralmente passam despercebidos aos nossos olhos, como por
exemplo, azulejos quebrados, batentes de portas, armários e prateleiras de madeira, vãos
e cavidades em geral (conduítes elétricos), motores de equipamentos de cozinha, atrás e
debaixo de pias e balcões, etc.
Diferentemente da P.amerciana, a B.germanica
carrega a ooteca até que esteja madura, depositando-a em um lugar abrigado próximo de
uma fonte de alimento.
Áreas onde ocorrem a manipulação e armazenagem de
alimentos estão sujeitas a infestação pela B. germanica. Assim, embalagens de
produtos são um eficiente mecanismo de dispersão da praga, uma vez que elas se alojam
facilmente em pequenos espaços em caixas de papelão, sacos plásticos e outros
materiais. É desta maneira que a barata alemã, assim como outras, pode se dispersar com
facilidade para qualquer lugar do mundo, seja sua vizinhança, seja um outro país.
Ocorre a concentração de baratas alemãs na
cozinha, sanitários e outras áreas onde haja alimento e umidade disponível.
Em nossas residências podemos facilmente criar
"habitats" para as baratas, através do acúmulo de jornais e livros, acúmulo
de lixo, furos e rachaduras em paredes, azulejos soltos, forros de gesso e madeira, vãos
entre a instalação elétrica / hidráulica e as paredes, espaço entre o fundo de
armários embutidos e gabinetes em relação a parede. Também em armários e ambientes
fechados pouco ventilados, com acúmulo de materiais como em maleiros de guarda-roupas,
cabine de quadros de energia e relógio de água, porões, sótãos).
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Texto publicado com autorização do Eng.Agr. Marcos Potenza, Pesquisador
do Instituto Biológico de São Paulo. |