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Uma espécie de caramujo
africano de tamanho extremamente grande, podendo atingir 15 a 20 cm de altura,
10 a 12 cm de comprimento e chegando a pesar 200g, foi introduzida no país
alguns anos atrás. A
Achatina fulica, nome científico do
caramujo gigante, foi trazida de outros países por criadores de escargots sem
qualquer critério de avaliação do seu impacto ambiental, caso o animal
fugisse do cativeiro. Em
vários países em que foi introduzida, numerosos esforços foram dispensados
para controlar o caramujo, que por seu hábito voraz de alimentação, destrói
diversas culturas, incluindo hortas, além de ser uma ameaça à saúde pública,
pois pode transmitir um verme, o Angiostrongylus
cantonensis. Este verme causa a angiostrongilíase meningoencefálica, que
poucas vezes é fatal, porém pode ocasionar sintomas, como dores abdominais,
que podem perdurar por vários meses, além de lesões oculares irreversíveis. O
contágio do homem ocorre pela ingestão de larvas do verme que ficam no muco
produzido pelo caramujo enquanto caminha por verduras, legumes e frutas. Não
só a Achatina pode transmitir
vermes através de seu muco, como também outros caracóis e lesmas, por isso,
mais uma razão para lavar bem as verduras, mesmo aquelas que estão em sua
horta. Como identificar o verdadeiro caramujo-gigante africano (Achatina fulica)? Como se sabe, os caramujos em geral gostam de locais úmidos e sombreados. Por isso, ao iniciar a busca do caramujo africano em seu quintal, verifique bem os cantos dos muros, as paredes onde não bate muita luz e os lugares em que possa haver acúmulo de galhos, restos de poda, folhas, madeiras, etc. Também são locais muito propícios os restos de construção, entulhos e, em especial, os tijolos furados.
Em épocas mais secas do ano é possível que não encontremos com tanta facilidade os caramujos. Isso ocorre porque eles procuram proteção por baixo da terra. Nessa fase, quase não vemos o corpo mole do caramujo, porque ele se guarda integralmente dentro da concha e produz uma película que recobre a entrada. Repare na foto abaixo, de um exemplar recém-desenterrado, que a concha está “ocupada” por um caramujo vivo.
Outra forma de identificar o caramujo africano é prestando atenção ao formato da concha. Observe que ela tem a forma de uma espiral cônica. Já o verdadeiro escargot (Helix aspersa) tem a concha em espiral circular.
Por último, veja que a abertura da concha (a “boca” da concha) possui uma borda afiada, bem diferente da abertura do caramujo-da-boca-rosada ou aruá-do-mato (Megalobulimus sp). Este último é um tipo de caramujo nativo brasileiro que não deve ser eliminado.
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Pragas On-line, Prof. Luiz Roberto Fontes e Ibama Produtos de uso profissional indicados para o controle de caramujo: - METAREX SP - DE SANGOSSE Veja abaixo mais matérias sobre o caramujo-gigante africano clicando abaixo: |