Cigarras
Estes
insetos estão presentes a séculos em nossas lavouras. Com o
desenvolvimento da cultura do café no início do século, passaram a ter
importância econômica, chegando a prejudicar dezenas de milhares de
cafeeiros. Foi no Estado de São Paulo que constatou-se as primeiras infestações
severas, nos municípios de Caconde, Campinas, Barra Bonita, São João de
Ibitinga e São José do Rio Preto.

As formas jovens destes insetos (ninfas) vivem
no solo, sugando a seiva pelas raízes das plantas.
As
cigarras são muito conhecidas pelo ruído estridulante (canto),
um som emitido por um órgão localizado no abdomem dos machos para atraírem
as fêmeas para o acasalamento. A fêmea coloca seus ovos
em ramos e nas cascas dos galhos da planta hospedeira, as ninfas ao nasceram
são denominadas de ninfas móveis, penetrando no solo até um metro de
profundidade à procura das raízes da planta. Com o aparelho bucal sugador
alimentam-se da seiva das raízes continuamente. Esta fase pode durar cerca
de um ano.

As ninfas móveis cavam galerias até a superfície, saindo
por estes orifícios.
A ninfa móvel
é o última fase de seu desenvolvimento quando abandona o solo e se fixa no
tronco da planta hospedeira, ocorrendo a última muda e emergindo o adulto.
O cafeeiro é uma das plantas hospedeiras mais conhecidas.

O adulto usa suas garras para se fixar no tronco
do cafeeiro.

Adultos
da cigarra do cafeeiro
Existem
espécies de cigarras em outros países, com aspectos bioecológicos
diferentes. Visite o site www.dancentury.com/cicada
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