| DENGUE
O dengue é uma doença transmitida pelo mosquitos
Aedes aegypti e
Aedes albopictus. A doença é
acometida de febre aguda que se caracteriza por um início repentino, permanecendo por 5 a
7 dias. O doente apresenta dor de cabeça intensa, dores nas articulações e musculares,
seguidas de erupções cutâneas 3 a 4 dias depois. Surge sob a forma de grandes
epidemias, com grande número de casos.
Existem quatro tipos diferentes de sorotipos do vírus do dengue,
denominados dengue 1, 2, 3 e 4. Algumas manifestações do dengue são hemorrágicas, isto
é, o paciente apresenta hemorragia severa e choque. Nestes casos, após um período de
febre, o estado do paciente piora repentinamente, com sinais de insuficiência
circulatória, apresentando pele manchada e fria, lábios azulados e, em casos graves,
diminuição da pressão do pulso. Instala-se então uma síndrome de choque do dengue
podendo levar o paciente ao óbito. Os casos de dengue hemorrágico ocorrem mais
freqüentemente quando o paciente é acometido pela segunda vez da doença, mas com
exposição a diferentes sorotipos da doença.
FEBRE AMARELA
O mosquito do dengue Aedes aegypti também é responsável pela
transmissão de um vírus chamado flavivirus que causa a febre amarela. No Brasil, a
doença é endêmica nos Estados de Roraima, Amazonas, Pará, Maranhão, Acre, Rondônia,
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e no território do Amapá.
Os sintomas da febre amarela são mal estar e febre alta. Estando com
estes sintomas, o paciente deve procurar imediatamente um médico pois a doença evolui
rapidamente para náuseas, vômitos, hemorragias na boca, nariz e no aparelho digestivo,
além da pele ficar com um tom amarelado (icterícia). A doença provoca lesões graves
nos rins e fígado e pode levar a morte.
Quem viaja para regiões onde a doença é endêmica deve tomar vacina
dez dias antes do embarque. A validade da vacina contra a febre amarela é de dez anos e
ela pode ser encontrada gratuitamente nos postos de saúde.
FILARIOSE
A infecção causada pela presença do verme (helminto) Wuchereria
bancrofti é denominada filariose ou elefantíase.
Grande parte da população infectada não apresenta qualquer
sintomatologia clínica, passando, muitas vezes, a doença despercebida. Alguns pacientes
apresentam sintomas leves, porém outros mostram deformações consideráveis que podem
atingir gânglios e membros.
As formas adultas do verme são encontradas nos vasos linfáticos,
induzindo a distorções, disfunções e inflamação do sistema linfático. Alojam-se,
muitas vezes, no escroto causando graves deformações. A elefantíase, um aumento
considerável e dor do órgão ou membro afetado, é um sinal clássico do estágio final
da doença. Os vermes adultos vivem de 4-6 anos, dando origem a milhões de formas
larvais, denominadas microfilarias, que circulam nos vasos linfáticos e sangue, de onde
podem ser retirados pelos mosquitos e transmitidos a outras pessoas.
A doença é transmitida por várias espécies de mosquitos. No Brasil,
a espécie Culex quinquefasciatus é o principal vetor. Esta espécie suga o sangue
durante a noite e sua distribuição restringe-se a alguns Estados. Dentre as regiões que
ainda apresentam ocorrência da doença listam-se: Recife, Jaboatão e Olinda (em
Pernambuco) e em Maceió (Alagoas). |